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Como é namorar alguém com depressão?

28 dezembro 2015


Sei que muita gente esconde que tem depressão do parceiro por vergonha ou por medo dos preconceitos que as pessoas podem carregar acerca do tema. E que com certeza essa situação afeta consideravelmente a relação amorosa de muita gente por aí, ou impedindo que as relações comecem ou terminando com os namoros antes da hora.

Hideki e eu estamos juntos há 4 anos e 8 meses e há algumas crises de depressão. No vídeo abaixo ele conta um pouco sobre a experiência dele lidando com a minha doença e sobre como as opiniões dele sobre o assunto foram mudando ao longo da nossa relação. 


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Um grande beijo e até já!

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Sobre o amor e a escolha que toda America faria na vida real

03 fevereiro 2014


Se você nunca leu nenhum livro da trilogia A Seleção e não faz a menor ideia do que eu estou falando não tem problema. Tudo o que você precisa saber é que estamos falando sobre mais um dos tão famosos triângulos amorosos da literatura. Esse não tem nada de especial, nada que os outros já não tenham. Uma garota confusa e dois garotos apaixonados. Um deles é um príncipe - no sentido denotativo e conotativo da palavra - e o outro é um trabalhador de uma casta inferior ao da garota.

À primeira vista a escolha de America não parece tão difícil quando um apresenta a possibilidade de torná-la princesa de um dos países mais poderosos do mundo e o outro nem conseguirá garantir que ela tenha alimento em todas as refeições do dia. Talvez por isso o "Team Maxon" seja tão absurdamente mais expressivo que o "Team Aspen". Mas esse é provavelmente o único aspecto no qual Maxon apresenta alguma vantagem.

Encarem os fatos, meninas, na vida real vocês nunca ficariam com um Maxon no final. Vamos ignorar o fato realeza x plebeu no momento e lidar apenas com os sentimentos por aqui. Maxon é tudo de bom. Carinhoso, atencioso, romântico. O estereótipo que toda garota carrega na cabeça sobre como um verdadeiro príncipe deve ser. Ele já trata America como uma princesa independente de qualquer coisa. Em uma só palavra: ele é perfeito. Perfeito até demais.

Não havia explosões. Não havia fogos de artifício. Era uma chama lenta, queimando de dentro para fora.
É assim que America descreve o sentimento ao beijar Maxon. Claro que existe certa beleza no sentimento que ela descreve, mas na minha concepção sobre o amor nós nunca podemos abrir mão dos fogos de artifício. Ou do olhar que faz nossos joelhos tremerem. Da ânsia. Da explosão que nosso corpo sente. E é assim que Aspen é descrito.

Claro que Aspen não é nenhum príncipe - e graças a Deus por isso. Suas atitudes são muito mais grosseiras (de uma forma que aposto que nenhuma de vocês resistiria). Não quando um cara, que já viveu e passou por coisas que a gente nem imagina, diz ao seu modo selvagem de ser que vai lutar por você com unhas e dentes. Só na literatura pra um cara desses perder qualquer batalha. Ainda mais pra um engomadinho como o Maxon.

Talvez seja só minha queda por homens selvagens falando mais alto. Talvez eu esteja redondamente enganada e, convenhamos, a situação está difícil pro meu lado: provavelmente America se casará com Maxon e se tornará a próxima princesa de Iléa. Mas ela não sabe o que está perdendo se fizer isso, porque uma vida inteira sem fogos de artifícios não seria vida pra mim.

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"L'amor che move il sole e l'altre stelle"

27 outubro 2013

J.L,


Eu só queria te fazer ver que a eternidade é pouco pra nós dois, que o Tempo faz pouco de nós dois.

Você ainda não vê que o amor não é algo que possa existir no tempo? Ele só existe no Empíreo, no paraíso de Dante, naqueles três círculos concêntricos onde já não existe mais matéria. Onde não existe nada além do amor que move o sol e as outras estrelas. 
Era pra lá que eu queria te levar, se você aceitasse meu convite, um lugar onde o tempo não poderia nos alcançar. Eu só queria que você segurasse minha mão e não a soltasse jamais, "eu só queria" um milhão e meio de pedidos onde cada uma deles incluiria eu, você e uma certeza.
Eu só queria certezas. Eu só queria imperativos e sua mão -- aquela mesma mão que segurou minha vida dois anos atrás embaixo das estrelas. Eu só queria um sim, você, mas não meio você, não uma parte de você, eu queria tudo aquilo que é você. Eu queria amor da cabeça aos pés. Eu queria algo que é muito pouco pro "agora" me dar, que é muito pouco pro tempo me dar -- mas é demais pro tempo me tirar.
Eu queria te fazer compreender minha urgência no pra sempre, minha vida flutuante no presente. O presente não me abarca por inteira. O meu amor não cabe num período de tempo, numa parte da vida. Eu só queria verdadeiramente ser compreendida, eu só queria respostas, letras, palavras. Eu só queria você, só queria que você quisesse ser meu e que não fosse mais nada além disso. Eu só queria que você me quisesse sua.

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Hideki,

20 outubro 2013

Já perdi a noção do tempo desde que comecei a tentar traduzir os raios que emanam do seu sol para esse pedaço de papel. 

Insisto na ideia de desenhar os dois universos que moram no seu rosto. (se me utilizasse de uma máquina, esta não seria capaz de compreender a grandeza daquilo que se encontra a sua frente). Nos meus devaneios não vejo apenas suas constelações, mas sinto o cheiro das flores de jasmim e escuto os carcarás gritando. 
Queria conseguir uma grande planeta e chamá-lo de Meu, Grande Planeta Meu. 
Dentro dele morariam os beija-flores, bem-te-vi, carcarás e um buquê de flores. (as flores só serviriam para enfeitar nosso céu, pois você seria a fragrância no Meu Mundo). Escolho agora a melodia que quero que a chuva toque ao se derramar no solo e me lembro do dia em que te vi sorrir - uma estrela saiu do seu sorriso e se apresentou pra mim - disse que se chamava Música.


Minha tentativa é vã, seguro em minhas mãos nada além de uma mancha amarela que só na música de Toquinho pode virar Sol.

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Tarik,

13 outubro 2013

Depois que o vento se aliou às flores já não sei mais como fugir do seu cheiro de alecrim projetado dos meus sonhos em forma de luz. Luzes que saíram das mãos de um anjo, cujo nome disse ser Miguel, para enfeitiçar-me o sono e esquecer-me do dia, das horas, da vida. Esquecer-me que a vida não é uma nuvem de sonhos, que os sonhos não estão limitados a um período restrito de tempo diário. Não, para Miguel não. 
O proibido agora é acordar.
O presente se tornou apenas uma emanação fluídica semi leitosa do meu futuro, que é o presente que agora vivo. (Pois um sonho é sempre futuro). E o passado é só a marca do lápis que permanece na folha depois que a borracha cumpre seu papel. Uma marca que só mostra que algo já existiu ali, mas que é impossível de ser resgatada.
O futuro que devaneio agora são nuvens com gosto de algodão doce, olhos de ciclone, de furacão, de tsunami.
E é assim que me sinto, diminuída a um fragmento de pétala perto da fúria desses Deuses. Passível de ser quebrada, apagada de onde vivo em um instante imperceptível. 
Não, Miguel, não quero me quebrar.
Me ponho com medo de dormir e com medo de acordar. Nenhum dos dois trará minha estrela da manhã. Ao acordar posso descobrir que talvez ele só virá com meus olhos fechados.

Percebo que é melhor continuar sonhando, ou vivendo com os olhos bem fechados:
Eu só não quero ficar sem Tarik.

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Vanessa. Paraibana, leonina, amante dos animais e de homens com cabelos compridos. Isso é basicamente tudo que você precisa saber sobre mim, o resto você descobre nas páginas do blog. ♥

 
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